
O café da manhã e os lanches
Almoço e janta são relativamente fáceis em uma dieta low-carb. Mas como fazer com os lanches e café da manhã? É necessário alguma mudança de hábitos.

Almoço e janta são relativamente fáceis em uma dieta low-carb. Mas como fazer com os lanches e café da manhã? É necessário alguma mudança de hábitos.

Se eu tivesse uma moeda para cada vez que um paciente falou que seu refluxo melhorou ou mesmo desapareceu completamente com low-carb, já teria uma jarra cheia de moedas. Mas será que existe algum fundamento científico nessa observação empírica?

A mídia resolveu divulgar pesadamente um estudo metodologicamente muito ruim com o objetivo de falar mal de low-carb.

Como o estudo não é um experimento, o que os autores tentaram fazer foi, revendo as respostas dos questionários de frequência alimentar que estes indivíduos respondiam periodicamente, separar aqueles que adotaram (por conta própria) uma dieta low-carb moderada (39% de carboidratos – ou seja, bem moderada) versus os que continuaram comendo de acordo com as diretrizes (60 inacreditáveis por cento de carboidratos – lembrando que são diabéticos). O principal achado é que, em pacientes diabéticos tipo 2 que passaram a adotar uma dieta mais pobre em carboidratos, foi constatada uma menor mortalidade por todas as causas.

Algumas postagens não resistem muito bem à passagem do tempo (pois a ciência evolui). Mas esta postagem envelheceu bem. Recentemente foi publicado um estudo (ainda em pré-print) do grupo do Dr. Kevin Hall que parece oferecer um suporte mecanístico ao que eu apenas podia supor em 2018 – sobre o papel da gordura em fornecer saciedade a uma dieta low-carb

Um fenômeno que, hoje sabemos, é muito comum em pessoas com diabetes e pré-diabetes.

A postagem original foi publicada no blog há 11 anos! Incrivelmente, resta ainda muita coisa correta, mas é claro que nem tudo envelheceu bem. Vamos à versão 2023 das orientações sobre o que comer em low-carb.

Há muitos (dezenas) de ensaios clínicos randomizados de low-carb para diabetes que não deixam dúvidas sobre a eficácia da estratégia. Estudos randomizados são necessários a fim de provar que algo funciona. Mas os estudos randomizados – sobretudo os que envolvem medidas de estilo de vida – têm uma grande limitação: a falta de motivação de quem foi sorteado para um grupo, sem tê-lo escolhido.

Um leitor perguntou se, em uma dieta very-low-carb de longo prazo, o fato de que o corpo precisa continuamente sintetizar a própria glicose poderia trazer algum prejuízo.
Segue a reposta na forma de mini-podcast

Minipod! Que low-carb é superior a low-fat (baixa gordura e alto carboidrato) para o controle de diabetes não deveria ser mais surpresa para ninguém. Mas os estudos continuam aparecendo – e isso é bom. A expressão “peso da evidência” ganha um significado quase físico – a pilha de ensaios clínicos randomizados mostrando essa realidade, se fosse impressa, seria literalmente difícil de levantar.